Lesão SLAP – Cirurgia e Tratamento em Curitiba

– Cirurgia e Tratamento em Curitiba

Lesões SLAP

O termo SLAP se refere a uma lesão do anel de cartilagem que envolve a articulação do ombro.  A articulação do ombro tem principalmente duas estruturas ósseas, a cabeça do úmero e a glenóide, e são unidas por tecido cartilaginoso (chamado de  labrum), sendo que uma lesão de parte dessa estrutura recebe o nome de SLAP.

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse termo é uma sigla para “superior labral tear from anterior to posterior”. O tendão do bíceps, se origina junto ao labrum, sendo que uma lesão SLAP, trará consequências a esse tendão também.

 

Causa

As lesões do labrum superior, pode ser causada por trauma agudo ou pelo movimento repetitivo.  Uma lesão SLAP aguda pode resultar de:

  • Um acidente automobilístico
  • Uma queda com  um braço estendido
  • Excesso de força, puxando o braço, como ao tentar pegar um objeto pesado
  • Movimento de tração com o braço elevado, acima do nível do ombro, como por exemplo, pendurar-se.
  • Luxação do ombro – quando o ombro se desloca, causa lesão do labrum, podendo essa ser extensa, envolvendo a porção superior (lesão SLAP)
  • As pessoas que participam de esportes aéreos repetitivos, como atletas arremessadores ou levantadores de peso, podem ter essa lesão como resultado de repetidos movimentos do ombro.

Muitas lesões SLAP, no entanto, são o resultado de um desgaste do labrum, que ocorre lentamente com o tempo. Em pacientes com mais de 40 anos de idade, essa estrutura pode estar lesada ou “desfiada”, podendo ser visto como um processo normal do envelhecimento. Isso é diferente de uma lesão aguda em uma pessoa com idade inferior a 40.

 

Sintomas

  • Os sintomas comuns de uma lesão SLAP é semelhante a muitos outros problemas no ombro. Eles incluem:
  • A sensação de “travamento” ou estalo
  • Dor com alguns movimentos do braço
  • Dor ao carregar objetos
  • Diminuição da força do ombro
  • Em esportes que envolvem arremesso/lançamento, o paciente pode apresentar a sensação de que o braço “não responde” após esses movimentos.

Lembrar de um acidente ou trauma na região, saber qual a atividade ou esporte que pioram os sintomas, ajuda no diagnóstico. Também é importante o tipo de tratamento já realizado e se houve ou não melhora.

Durante a consulta, alguns testes específicos para o ombro serão realizados, na suspeita dessa lesão.

Os exames de imagem

Raios X. Este exame de imagem avalia muito bem o osso. O labrum do ombro é feito de tecido mole (cartilagem) e não aparece em um raio-x. No entanto, o médico pode solicitar esse exame para se certificar de que não há outros problemas, como artrose ou fraturas.

A artroressonância magnética é o melhor exame para o diagnóstico da lesão. Além das lesões labrais, é possível verificar outras causas de dor. O paciente pode apresentar, além da lesão SLAP, lesões do manguito rotador, artrose, bursite e cisto paralabral. O cisto paralabral é uma pequena bolsa, formada devido a passagem de líquido articular pela lesão. Esse cisto pode aumentar a ponto de comprimir nervo e aumentar a dor do paciente. A ressonãncia magnética simples, sem contraste, em muitas vezes não diagnostica a lesão SLAP.

Tratamento

Tratamento não-cirúrgico

Há vários graus de lesão. Para os casos de menor grau, o tratamento inicial é não-cirúrgico. As opções de tratamento incluem medicação e fisioterapia, com alongamentos e reforço de musculatura específica do ombro.

Tratamento Cirúrgico

A cirurgia é indicada  para os casos em que não há melhora de dor  com métodos não-cirúrgicos ou se a lesão tiver um grau maior.

A artroscopia é a técnica cirúrgica mais utilizada para reparar uma lesão SLAP. Durante a artroscopia, o cirurgião insere uma pequena câmera, chamada de artroscópio, na articulação do ombro. A câmera exibe imagens em uma tela de televisão, sendo possível visualizar as lesões e manipular os instrumentos cirúrgicos em miniatura. Pequenas incisões (cortes) são realizadas. A principal técnica para correção da lesão envolve a inserção de pequenos parafusos que ajudam a fixar a cartilagem novamente na sua posição original. Variações dessa técnica também têm sido amplamente utilizadas. Todos os esclarecimentos, quanto aos benefícios de cada técnica, são realizados na consulta.

Para recuperação e cicatrização tecidual será feita a proteção do reparo cirúrgico com tipóia, por um período curto, e depois é iniciado reabilitação.

O período para retorno às atividades com carga variam de 3 a 7 meses, dependendo da reabilitação de cada paciente e da atividade praticada.