Fraturas do Ombro – Cirurgia e Tratamento em Curitiba

Tratamento para Fraturas do Ombro em Curitiba

As fraturas do ombro são comuns, acontecendo frequentemente após uma queda, acidente automobilístico ou prática de esportes. Os três ossos do ombro estão sujeitos a fraturas: clavícula, úmero e escápula.

Fratura de clavicula

A clavícula, como parte do ombro, faz a conexão da caixa torácica ao braço. Ela está a frente de importantes vasos sanguíneos e nervos. A fratura da clavícula é muito comum e acontece em todas as idades, sendo, na maioria das vezes, no meio do osso.
Os sintomas incluem não conseguir levantar o braço por dor na região, inchaço e hematoma ao redor da clavícula, sensação de atrito, como “esfregando osso com osso” e deformidades e abaulamentos, quando estão prestes a perfurar a pele.
A procura por um serviço de emergência é necessária para avaliação por um médico ortopedista, que além de examinar, solicitará alguns exames, sendo o principal o raio-X e em algumas vezes, a tomografia computadorizada.

O tratamento da clavícula fraturada pode ser com tipóia ou cirurgia, dependendo do tipo de fratura, se quebrou em um ou mais lugares do osso, se as partes da fratura estão alinhadas ou não, se há fratura de outros ossos do ombro, se há alguma lesão de nervo ou vaso sanguíneo e se está prestes a perfurar a pele. As fraturas que já perfuraram a pele devem ser operadas de forma imediata (são ditas expostas).

Grande parte das fraturas de clavícula é de tratamento conservador, ou seja, sem cirurgia. O uso de tipóia é principalmente para as fraturas alinhadas, com alto potencial de cicatrização do osso. O tempo de solidificação inicial é ao redor de 45 dias. Acompanhamento regular é importante, para avaliação se os fragmentos da fratura não se deslocaram, atrasando a formação óssea, o que levaria bem mais de 45 dias de tratamento, e em algumas vezes, nem seria possível cicatrização óssea pelo afastamento das partes da fratura.

A cirurgia de fixação ou estabilização da fratura frequentemente é necessária. Placas e parafusos são amplamente utilizadas para isso. Outras formas de fixação, com pinos por dentro do osso, também podem ser usadas. O procedimento, na maioria das vezes, tem duração de 45 minutos a 1 hora e o tempo de hospitalização de um dia em média. Materiais modernos estabilizam de forma rígida e resistente, fazendo com que movimentos sejam liberados mais precocemente. Não há necessidade de retirar pinos, placas ou parafusos, exceto os casos em que os materiais incomodem ou machuquem a pele. Caso isso ocorra, podem ser removidos, após a cicatrização do osso.

O retorno às atividades depende da cicatrização do osso. De acordo com as reavaliações médicas, as atividades físicas vão sendo liberadas. É necessário exame de raio-X periodicamente, para analisar se o osso solidificou o suficiente para atividades que exijam carga, peso ou atividade de luta.

Fratura do úmero proximal (parte superior do osso do braço que se encaixa no ombro)

As fraturas do úmero proximal acontecem basicamente de 2 formas: em pacientes jovens após acidente de alta energia, principalmente queda de moto, e outra, no paciente acima de 50 anos, que simplesmente caem, frequentemente relacionada ao osso com osteoporose.

Dor no ombro, impossibilidade de mexer e hematoma que em muitas vezes se espalha pelo peito são os sintomas e sinais mais comuns.

Após a avaliação médica, no serviço de emergência, exame de raio-X será solicitado. Algumas vezes a tomografia computadorizada esclarece detalhes quando a fratura é complexa. Ressonância magnética é solicitada nos casos em que a suspeita de fratura é grande, porém o exame radiológico é normal. São os casos de fraturas ocultas.

O tratamento para a maior parte dessas fraturas é com tipóia. Repouso do membro acometido por aproximadamente 45 dias é suficiente para a solidificação do osso.

A cirurgia é realizada para aqueles pacientes que apresentam grande desalinhamento dos fragmentos da fratura, fraturas dentro da articulação e fraturas com luxações.

O principal meio de fixação é com placa e parafusos. Hoje, dispõem-se de placas com formato anatômico, resistência e rigidez, específicas para esse tipo de fratura

Algumas vezes, dependendo do tipo de fratura e idade do paciente, é necessário substituir a região fraturada por uma prótese. As fraturas com mais fragmentos, em pacientes acima de 70 anos, tem maior chance de complicações, sendo a osteonecrose (morte do tecido ósseo), uma das mais comuns. Assim, o seu médico pode indicar colocar uma prótese, que é a substituição da articulação por metais. Hoje, próteses mais modernas, como a prótese reversa, apresentam melhores resultados para aqueles pacientes idosos, com maior atividade diária.

É fundamental a adesão do paciente ao tratamento. Período de imobilização, após a cirurgia, é necessário até a cicatrização de tecidos. Reabilitação e fisioterapia são iniciados na primeira semana. A importância do paciente conscientizar-se de que o tratamento muitas vezes exige longo período e que, precisa estar engajado, é fundamental para o resultado final.

Fratura do úmero (braço)

Vimos as fraturas do úmero na parte superior, porém as fraturas do úmero, no meio do braço, também são frequentes. Queda em esportes, acidentes domésticos ou acidentes automobilísticos estão entre as principais causas de fratura.

O tratamento desse tipo de fratura pode ser com ou sem cirurgia, dependendo do tipo de fratura. A avaliação no pronto-socorro, com Raio-X, dirá se uma imobilização gessada pode resolver ou se será necessário operar. A cirurgia envolve, principalmente, a fixação com placa e parafusos ou hastes intramedulares, que são “canudos” metálicos que estabilizam a fratura por dentro do osso, com cortes menores.

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