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Esta cirurgia ganha cada vez mais adeptos, com novas e modernas indicações. É uma técnica minimamente invasiva com grande tecnologia envolvida e que acelera a recuperação.

A indicação da artrodese pela Via Anterior apresenta inúmeras vantagens. Ela é feita pela região abdominal, ou seja pela parte da frente da coluna. Nas mulheres que tiveram parto tipo cesareana é geralmente utilizado o mesmo corte, com tamanho menor da cicatriz.

Muitos pacientes se questionam como pode ser feito uma cirurgia pela frente e qual a vantagem em relação a técnica tradicional, que é realizada pelas costas?

A cirurgia do ALIF oferece a possibilidade de remover muito mais disco, fazendo com que se tenha grande área para que a fusão entre as vertebras aconteça, diminuindo a complicação de falha da cirurgia. Por esta técnica conseguimos tratar os problemas de deformidade e desalinhamento da coluna e é capaz de descomprimir as estruturas nervosas através da remoção direta do disco, bem como através do aumento do espaço discal, causando o que chamamos de descompressão indireta. Ela consegue melhorar a curva da lordose da coluna, melhorando o alinhamento e poupando o desgaste de outras áreas da coluna.

Com o passar dos anos e avanços no conhecimento das estruturas, a técnica vem sendo aprimorada, minimizando os danos às estruturas que são importantes para a sustentação da coluna, principalmente por poupar e não lesar os músculos do abdômen e da parte posterior da coluna. Essas mudanças permitem uma recuperação mais rápida, já que a cirurgia minimamente invasiva do ALIF não envolve tanto sangramento, além de ser feita em menor tempo, o que diminui as chances de complicações tanto durante a cirurgia quanto no pós-operatório.

 

 O período de recuperação vai variar de acordo com a capacidade do seu corpo em se recuperar e que a fusão entre as vertebras ocorra de forma efetiva.

Os pacientes normalmente ficam no hospital poucos dias, e o uso de coletes poderá ser recomendado.

 

Dr. Alynson Larocca Kulcheski- CRM 24934.
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Membro da Sociedade Brasileira de Coluna Minimamente Invasiva (SBC.MISS).

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